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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Obras EN1/IC2

Estão a decorrer a bom ritmo as obras que estão a ser levadas a cabo na Estrada Nacional 1/Itinerário Complementar 2 (EN1/IC2), em Albergaria-a-Velha. Esta é uma conquista do edil João Agostinho.

As obras das passagens desniveladas, rotundas e alargamentos que estão a ser realizadas na Estrada Nacional 1/ Itinerário Complementar 2 (EN1/IC2) estão a decorrer em bom ritmo. O Litoral Centro deslocou-se a Albergaria-a-Velha, a um dos locais junto do acesso ao Santuário de Nossa Senhora do Socorro (passagem desnivelada) e com a objectiva teve a oportunidade de fazer alguns registos. No local constatou-se que deverá estar em fase inicial uma ponte sobre a via férrea, por onde irá passar um estradão, que dará uma ligação a outra zona da urbe.

Já se verifica alguma visibilidade, através do “esboço” que se encontra no local e que certamente irá aumentar o número das faixas de rodagem e, consequentemente, uma melhor fluidez de trânsito em horas de ponta, mas também melhorando consideravelmente os acessos ao Santuário e ao Parque de Lazer de Nossa Senhora do Socorro.

População satisfeita

Ao procurar saber a opinião dos munícipes acerca destas obras, foi possível observar que alguns deles manifestaram a sua satisfação pela obra, mas também se ouviram ou-tros mais cépticos, ao dizer que “nada disto era preciso” e que “as rotundas são um exagero e que “gastar dinheiros públicos desta forma é um desperdício em tempos de crise”.

Seja como for, pese embora as diferenças de opinião, Albergaria-a-Velha fica com outras perspectivas de expansão de que não tinha até ao momento com a abertura de novas estradas municipais que poderão estimular a sua expressão urbana.

Como é obvio as expropriações deixam sempre mossa, porque os proprietários nem sempre aceitam de bom grado a “invasão” das suas propriedades.

Quem deverá estar satisfeito é o edil João Agostinho Pinto Pereira, que negociou com as Estradas de Portugal este projecto e investimento que na altura considerou de capital importância para o desenvolvimento de Albergaria. Com o último mandato a decorrer, esta será uma das suas últimas conquistas perante um poder central que nem sempre cede com facilidade nestas coisas.

A obra insere-se numa política de melhoria das acessibilidades há muito preconizada pelos autarcas.

Alirío Silva / Litoral Centro, 11/06/2010
Obras na EN1/IC2 já têm relativa visibilidade

sábado, 28 de março de 2009

Providência cautelar contra A32 na Branca

A Comissão de Acompanhamento da Construção da A 32, na Branca, vai interpor uma providência cautelar em tribunal contra o traçado a nascente. Vai também apresentar queixa em Bruxelas, na União Europeia, foi anunciado.

A Comissão de Acompanhamento da Construção da auto-estrada 32 (A32) na Branca, Albergaria-a-Velha, quer que a Comissão de Transportes e Comunicações da União Europeia investigue o modo como foi decidida a opção nascente no traçado da A32, ao mesmo tempo que vão pedir o não financiamento da obra com fundos comunitários, revelou, ao JN, Joaquim Santos, daquela comissão.

A comissão vai interpor uma providência cautelar em tribunal como forma de suspender aquele traçado que "prejudica gravemente a Branca".

Joaquim Santos disse ao JN que "o povo está revoltado e defende formas de luta que a Comissão não quer". "As pessoas sentem-se enganadas", frisou, lembrando que no fim de semana passado teve lugar já um corte de estrada simbólico de dez minutos no Itinerário Complementar 2 (IC2).
Em causa, segundo Joaquim Santos está o corte da zona industrial de Albergaria-a-Velha "a meio, criando um tampão", para além de a construção de um viaduto em Fradelos emparedar moradias que aguardam, desde 2007, a licença de utilização.

Por outro lado, o traçado a nascente da A32 vai destruir, de acordo com a Comissão de Acompanhamento, a encosta central da Branca "e destrói todos os recursos hídricos da zona - 35 pontos de água".

"A A32 passa no centro de gravidade da Estação Arqueológica do Monte de S. Julião, uma estação que é datada do pré-histórico (400 a 1400 anos Antes de Cristo)", frisou Joaquim Santos, para quem a solução a nascente não tem em conta o Plano Director Municipal de Albergaria-a-Velha.

"Este traçado, ao que dizem, é para defender a construção de um empreendimento imobiliário e assim contornar o lugar de Alviães, em Oliveira de Azeméis", defende Santos. "Tudo isto é a vitória do político sobre as questões técnicas", frisou, salientando que "não conseguimos entender que se sacrifique uma terra com 6500 habitantes para viabilizar uma alternativa que passa num lugar de Oliveira de Azeméis que não tem 500 habitantes". A Comissão está aberta a uma alternativa que passe a poente do Curval. "Aí não há problemas", disse ao JN.


JESUS ZING, JN 27/03/2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

População da Branca descontente com a A32

A construção da auto-estrada (A32), que liga Coimbra a Oliveira de Azeméis, uma obra que irá atravessar a freguesia da Branca, está a deixar a população revoltada.

Havia duas alternativas para o traçado: uma a Poente da Estrada Nacional (EN1) e outra a Nascente da EN1, (solução 5 / 5A). De acordo com a Comissão de Acompanhamento da A32, ) o traçado escolhido foi a Nascente da EN1 provocando a destruição do património cultural, histórico e arqueológico da freguesia, prejudicando acentuadamente a qualidade de vida da população, pelo que esta Comissão resume a questão em duas palavras: "Destruição total".
Com o objectivo de discutir este problema, a Comissão de Acompanhamento ao Traçado A32, bem como elementos da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha e moradores da freguesia reuniram-se no Centro Cultural da Branca, na noite de 13 de Janeiro, onde discutiram este problema que vai afectar várias famílias da freguesia.
Um dos grandes anseios da população da Branca foi sempre a construção de uma variante que servisse os interesses da vila e da população, uma vez que a quantidade de trânsito que atravessa a freguesia acarreta grandes dificuldades aos seus habitantes. Esta era uma luta com mais de 20 anos, no entanto, em vez de ser construída uma variante, foi anunciada uma auto-estrada. De acordo com esta Comissão de Acompanhamento, o traçado aprovado na Declaração de Impacte Ambiental, "a que corresponde o despacho do Secretário de Estado do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, datado de 30 de Dezembro de 2008, a que corresponde o Trecho 3, localizado a Nascente da actual IC2/EN1, representa um grave e irreversível atentado paisagístico no mais belo património natural da vila da Branca, se não mesmo da zona de Aveiro, que é a sua deslumbrante encosta voltada ao mar".

ZONA INDUSTRIAL SERÁ CORTADA AO MEIO

De acordo com o engenheiro Joaquim Santos, o traçado da A32 a Nascente da EN1 apresenta quatro pontos negativos para o concelho. Em primeiro lugar, vai transformar-se num "tampão ao crescimento e expansão para Norte da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, funcionando como uma barreira nesta estrutura económica e fundamental para o concelho". Em segundo lugar, o traçado "prevê a construção de um viaduto com um quilómetro de comprimento e uma pendente de 6% (inclinação máxima permitida em auto-estradas) que passa na zona urbana sul da Branca (zona de Fradelos e Casaldima) que levará a auto-estrada da cota 100 à cota 300, com impactes sociais e ambientais incalculáveis".
Em terceiro lugar, "destrói a encosta poente da zona central da Branca (Sentido Sul / Norte) à cota mais ou menos 300, aniquilando de forma irreversível um património paisagístico de grande valor que é o centro da vila da Branca, de cujo alto se desfruta de uma das mais belas paisagens da zona de Aveiro, nomeadamente quase toda a Ria de Aveiro, a cidade de Aveiro e todo o mais que a vista pode alcançar", acrescentou Joaquim Santos.
Por último, a A32 a Nascente vai destruir a Estação Arqueológica do Monte S. Julião, "com vestígios arqueológicos que datam de 1500 antes de Cristo (a.C.) A população da Branca não entende os motivos desta opção, que habilidosamente manipula os parâmetros de Avaliação de Impacte Ambiental, por forma a justificar esta inadmissível opção de traçado a Nascente, pois trata-se de uma solução mais dispendiosa (porque obriga a construção de um viaduto com um quilómetro e implanta-se numa zona de topografia difícil e possui um comprimento maior do que a solução base), com mais impactes ambientais e com custos sociais na população afectada incalculáveis", rematou Joaquim Santos.

JOÃO AGOSTINHO PEREIRA DEFENDE TRAÇADO A POENTE DA EN1

"Todos os partidos votaram, por unanimidade, o traçado a Poente da A1, como sendo o ideal para o concelho. Hoje, quarta-feira, dia 21 de Janeiro, às 11 horas, teremos uma reunião em Lisboa com o Secretário de Estado do Ambiente onde este assunto será discutido com rigor técnico, científico e jurídico e vamos trabalhar para conseguir o melhor traçado para o concelho. Este é o grande objectivo da autarquia", disse João Agostinho Pereira, presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.

ABAIXO-ASSINADO JÁ REUNIU MAIS DE 3500 MIL ASSINATURAS

No dia 10 de Novembro de 2008, a Junta de Freguesia da Branca apresentou uma Contestação ligeira ao traçado e informou a Agência Portuguesa do Ambiente que tinha sido constituída a Comissão de Acompanhamento da Construção da A32 e começou a trabalhar num abaixo-assinado, a ser entregue na Assembleia da República, e que conta já com mais de 3500 mil assinaturas (previsão até ao dia 13 de Janeiro).
O objectivo é chegar às cinco mil assinaturas até ao dia 24 de Janeiro. No total, foram distribuídos 113 dossiês com 4520 assinaturas. Até aquela data foram fechados 37 dossiês com 1480 subscritores, dos quais 1341 são naturais da Branca. Dos restantes 76 estima-se que estejam duas mil pessoas.

Sandra Pinho/Litoral Centro, 22 de Janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Todos contra o traçado da A/32 a Nascente da Branca

Estudo de Impacto Ambiental prevê que o traçado da futura auto-estrada atravesse a freguesia da Branca na sua parte Nascente, contrariando assim as opções maioritárias das populações e da Câmara e Junta de Freguesia

Um grupo de moradores dos lugares de São Marcos e do Sobreiro deslocou-se à reunião do Executivo municipal para manifestar a sua preocupação quanto aos efeitos negativos que a passagem do TGV e da A/32 pode vir a causar na zona. Porém, as notícias não podiam ser mais preocupantes. Com efeito, o Estudo de Impacto Ambiental elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente em relação à A/32 prevê que o traçado da futura auto-estrada, que irá ligar Coimbra a Oliveira de Azeméis, atravesse a freguesia da Branca na sua parte Nascente, contrariando assim as opções maioritárias das populações e da Câmara Municipal e Junta de Freguesia da Branca, que preferem o traçado a Poente.

Embora sem ainda ser do conhecimento oficial, a informação foi divulgada pelo presidente da Câmara, João Agostinho Pereira, na reunião pública que decorreu anteontem. A importância da informação levou a que a mesma fosse dada no âmbito das informações gerais e desde logo foi aprovado, por unanimidade, pedir uma audiência com carácter de urgência ao secretário de Estado do Ambiente, pelo que irá deslocar-se a Lisboa uma delegação formada pelos presidentes da Câmara, Assembleia Municipal e Junta de Freguesia da Branca e ainda por um vereador do CDS e outro do PS. João Agostinho Pereira, disse ao Diário de Aveiro que tudo será feito para “impedir esta solução, que a ir em frente, irá retalhar o concelho e não permite que, como prevê a solução 1, traçado a poente, a construção de um nó de ligação ao concelho de Estarreja, junto da estrada 1/12”.

Por seu turno, Jesus Vidinha (PS) adiantou igualmente que está preocupado com a opção que pode vir a ser tomada pela Agência Portuguesa do Ambiente e, nesse sentido, “torna-se importante unir esforços, sempre tendo como prioridade os interesses do concelho em geral e dos habitantes da Branca em especial”.

Jacinto Martins, Diário de Aveiro, 9 de Janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

A25 mata quatro vezes menos que o antigo IP5

Dois primeiros anos da nova auto-estrada pautados por metade dos acidentes

A auto-estrada 25, que liga Aveiro a Vilar Formoso, ficou completa há dois anos. Substituiu o Itinerário Principal 5 e os índices de sinistralidade melhoraram de forma abissal. Hoje morre-se quatro vezes menos.

"Resultou e muito a construção da A25", confidencia, ao JN, o tenente coronel Cardoso, responsável pela Brigada de Trânsito da GNR da zona centro do país, organismo que zela pela fiscalização do trânsito da mais importante ligação rodoviária de Portugal (Aveiro/Vilar Formoso) ao resto da Europa.

A nova auto-estrada - que atravessa os distritos de Aveiro, Viseu e Guarda - ficou completa em finais de Setembro de 2006, substituindo o catastrófico IP5 e os números da sinistralidade, por exemplo, nos dois últimos anos de existência do I P5 e os dois primeiros da A25 não deixam duvidas. "Não há 'pontos negros', nem registo de locais de acumulação de acidentes", referiu o tenente coronel Cardoso.

(...) nos últimos dois anos do IP5 (2005 e 2006), morreram 13 e 12 pessoas, enquanto que nos dois primeiros anos da A25 (2007 e 2008), os números baixaram para quatro e três vítimas mortais.

Até os casos de multas por excesso de velocidade têm diminuído nos últimos dois anos, com o chamado nó do Caçador, perto de Viseu, a ser o calcanhar de Aquiles dos automobilistas, dada a existência de um radar fixo, imposição do Tribunal Administrativo, devido ao perfil do traçado.
A redução do numero de acidentes na A25 em comparação com o IP5 é abissal. Até final de Outubro passado tinham-se registado 323 acidentes entre Aveiro e Vilar Formoso, bem longe dos 723 acidentes em 2002 quando existia o velho IP5.

Os números da sinistralidade dizem hoje, que na A25, Agosto, Outubro e Janeiro são os meses com maior numero de acidentes e que as vítimas mortais aconteceram mais nos meses de Março e Novembro.

No ano passado, por exemplo, na A25, no troço do distrito de Aveiro não houve qualquer vitima mortal, acontecendo o mesmo com o distrito da Guarda. Este ano, até Outubro passado, Viseu era o único que se podia vangloriar de não ter no traçado da A25 qualquer vitima mortal a encher a estatística.

Viseu é o distrito em que nos dois primeiros dois anos de existência da A25 mais condutores foram apanhados com excesso de velocidade, segundos dados da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana. Dos 27304 de 2007 e dos 22920 condutores deste ano, até finais de Novembro, 21562 e 14767 multas dizem só respeito a Viseu.

"Hoje o IC2 e a A1 têm mais acidente que a A25", assegura José Bismarck, comandante dos bombeiros de Albergaria-a-Velha, uma das corporações que estava quase sempre a prestar socorros no velho IP 5.

"Não só diminui significativamente o numero de acidentes como a gravidade dos mesmos", opina José Bismarck. "O que aconteceu é que deixaram de existir os choques frontais que havia no IP5", acrescentou. O comandante de Albergaria lembra, no entanto, que "estamos perante uma auto-estrada de montanha". "Mais segura que o IP 5 é sem duvida, agora em comparação com outras auto-estradas de montanha europeias, não o posso dizer", frisou.

JESUS ZING E JOÃO PAULO COSTA/Jornal de Notícias, 5 de Janeiro de 2009