Estudo da Universidade do Minho avalia a maturidade da presença na Internet das câmaras municipais portuguesas em 2007. Águeda tem a melhor classificação do distrito, Espinho a pior
A Câmara de Águeda ocupa o décimo lugar no ranking que avalia a maturidade da presença das autarquias na Internet, de acordo com a lista divulgada recentemente pelo Gávea - Departamento de Sistemas de Informação da Universidade do Minho (UM). Os primeiros lugares desta lista, que estudou as 308 câmaras municipais no que se refere à presença na Internet e utilização do correio electrónico, são ocupados pelas autarquias de Pombal, Maia e Peniche.
No que se refere às autarquias de grande dimensão, os lugares cimeiros são ocupados pelas Câmaras de Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Vila do Conde e Viseu.
No ranking do distrito, porém, a autarquia aveirense surge na 103.a posição. Depois de Águeda, surge Vagos (31.o), S. João da Madeira (32.o), Albergaria-a-Velha (50.o), Mealhada (102.o) e Aveiro (103.o). Segue-se Castelo de Paiva (113.o), Estarreja (125.o), Arouca (126.o), Santa Maria da Feira (141.o), Ílhavo (144.o) e Murtosa (145.o). Nos lugares finais da lista distrital estão as autarquias de Anadia (154.o), Vale de Cambra (158.o), Sever do Vouga (163.o), Ovar (208.o) e Oliveira de Azeméis (210.o). Espinho é a autarquia pior classificada no distrito de Aveiro (236.o), enquanto o website da Câmara de Oliveira do Bairro surge com “Erro no Acesso”.
O estudo, realizado a cada dois anos por investigadores da UM, conclui que a presença das câmaras municipais na Internet tem evoluído ao longo do tempo, quer quantitativamente quer qualitativamente.
Apenas duas autarquias não possuem, actualmente, website. Em 2005, 303 autarquias tinham endereço Web conhecido, às quais se juntaram mais três em 2007. De acordo com os autores do estudo, destes 306 endereços – que representam 99,40 por cento das autarquias portuguesas - 287 (94 por cento) estão efectivamente online (contra 268 em 2005), “números revelam uma melhoria em termos quantitativos quando comparados com o estudo anterior”, acreditam os investigadores.
No que respeita às respostas às mensagens de correio electrónico enviadas, a melhoria também foi significativa: 44,48 por cento das câmaras municipais responderam a uma mensagem simples em menos de 24 horas, tendo ficado 104 mensagens sem resposta, contra 145 pedidos ignorados em 2005. O tempo de resposta às questões mais complexas também melhorou em 2007: de 7,17 por cento de respostas em menos de 24 horas, em 2005, passou-se para 20,78 por cento em 2007. O número de ocorrências sem resposta baixou de 199 em 2005 para 160 em 2007.
Os investigadores da UM salientam também as melhorias registadas nos seguintes níveis avaliados: o nível mais elevado de maturidade (nível 4) passou a contar com duas câmaras municipais, já que em 2005 apenas uma autarquia possibilitava a transacção de serviços (pedido, acompanhamento e entrega incluindo pagamento). O nível seguinte de maturidade (nível 3) passou a contar com mais 16 câmaras municipais, e a mesma tendência foi verificada no nível 2. Outro factor que atesta a melhoria de qualidade dos sítios Web das câmaras municipais prende-se com a subida do índice de maturidade em relação a 2005, subindo de 1,57 para 1,86.
Apesar das melhorias em todos os aspectos avaliados, os autores do estudo consideram que “continua a haver muito trabalho a desenvolver, uma vez que a média de maturidade é ainda muito baixa: 1,86 de um máximo de 4.00”. As melhorias têm sido constantes desde o primeiro estudo de 1999, mas o ritmo de melhoria mantém-se “muito lento”, apontam.
Soraia Amaro /Diário de Aveiro, 11 de Janeiro de 2009
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