Um estudante, de 16 anos, foi detido, pela Polícia Judiciária de Aveiro, por suspeita de ter sido o autor de dois crimes de incêndio que destruíram, em Agosto passado, quatro autocarros que se encontravam estacionados na Central de Camionagem de Albergaria-a-Velha.
O jovem, residente na zona de Albergaria-a-Velha, de forte compleição física para a sua idade, agiu, segundo um comunicado policial, num quadro de exibicionismo e afirmação junto do seu grupo de amigos e teria usado um isqueiro para incendiar os autocarros. Foi presente a tribunal.
A destruição dos autocarros, pertencentes à empresa Transdev (ex-Caima), ocorreu em duas noites seguidas.
Da primeira vez, apenas um autocarro foi destruído pelo fogo, embora o calor das chamas tenha provocado danos noutro.
Na noite seguinte, foram três os autocarros destruídos pelas chamas. Os prejuízos ascenderam a cerca de 200 mil contos.
A Central de Camionagem de Albergaria-a-Velha não dispunha de vigilância nocturna.
Jesus Zing/Jornal de Notícias, 9 de Janeiro de 2009
A Polícia Judiciária de Aveiro, em colaboração da GNR Albergaria-a-Velha, identificou e deteve um indivíduo pela presumível autoria de dois crimes de incêndio que consumiram quatro autocarros na central de camionagem daquela vila, nas noites de 27 e 28 de Agosto, provocando um grande alarme social
O principal suspeito, de 16 anos, foi ouvido ontem pelo Tribunal de Albergaria-a-Velha, ficando a aguardar julgamento em liberdade, sujeito a Termo de Identidade e Residência, enquanto dois outros cúmplices, um de 16 e outro de 17 anos, foram apenas identificados. Os três suspeitos foram descobertos quando um deles foi fechado dentro da igreja e chamou a GNR, contando tudo. Os outros dois também acabariam por confessar que na primeira noite o principal suspeito convidou-os a acompanhá-lo para fazer actos de vandalismo. Foi quando passaram pela central de camionagem e se lembraram de entrar num autocarro, pegar num monte de bilhetes e incendiá-los debaixo de um banco, incendiando o veículo. Como “acharam piada”, no dia seguinte os três amigos, dois estudantes e um sem profissão (o principal suspeito), resolveram repetir tudo, desta vez em três autocarros.
FM, Diário de Aveiro, 9 de Janeiro de 2008
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