Estudo de Impacto Ambiental prevê que o traçado da futura auto-estrada atravesse a freguesia da Branca na sua parte Nascente, contrariando assim as opções maioritárias das populações e da Câmara e Junta de Freguesia
Um grupo de moradores dos lugares de São Marcos e do Sobreiro deslocou-se à reunião do Executivo municipal para manifestar a sua preocupação quanto aos efeitos negativos que a passagem do TGV e da A/32 pode vir a causar na zona. Porém, as notícias não podiam ser mais preocupantes. Com efeito, o Estudo de Impacto Ambiental elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente em relação à A/32 prevê que o traçado da futura auto-estrada, que irá ligar Coimbra a Oliveira de Azeméis, atravesse a freguesia da Branca na sua parte Nascente, contrariando assim as opções maioritárias das populações e da Câmara Municipal e Junta de Freguesia da Branca, que preferem o traçado a Poente.
Embora sem ainda ser do conhecimento oficial, a informação foi divulgada pelo presidente da Câmara, João Agostinho Pereira, na reunião pública que decorreu anteontem. A importância da informação levou a que a mesma fosse dada no âmbito das informações gerais e desde logo foi aprovado, por unanimidade, pedir uma audiência com carácter de urgência ao secretário de Estado do Ambiente, pelo que irá deslocar-se a Lisboa uma delegação formada pelos presidentes da Câmara, Assembleia Municipal e Junta de Freguesia da Branca e ainda por um vereador do CDS e outro do PS. João Agostinho Pereira, disse ao Diário de Aveiro que tudo será feito para “impedir esta solução, que a ir em frente, irá retalhar o concelho e não permite que, como prevê a solução 1, traçado a poente, a construção de um nó de ligação ao concelho de Estarreja, junto da estrada 1/12”.
Por seu turno, Jesus Vidinha (PS) adiantou igualmente que está preocupado com a opção que pode vir a ser tomada pela Agência Portuguesa do Ambiente e, nesse sentido, “torna-se importante unir esforços, sempre tendo como prioridade os interesses do concelho em geral e dos habitantes da Branca em especial”.
Jacinto Martins, Diário de Aveiro, 9 de Janeiro de 2009
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